Florianópolis / SC - quarta-feira, 20 de setembro de 2017

DISTORÇÕES COGNITIVAS

 

O QUE É?

São formas de pensar distorcidas da realidade, padronizadas pelos eventos da vida e que geram grande sofrimento para si próprio ou para os outros com quem convive.

São expressas em pensamentos automáticos disfuncionais, sendo um processamento de informações emocionais equivocado onde, nossos esquemas mal-adaptativos distorcem a realidade para que esta se torne condizente com nossas crenças centrais de desamparo, desamor e desvalor.

 

 11  ERROS  DE  PENSAMENTOS  MAIS  COMUNS:

 

1. PENSAMENTO DICOTÔMICO (pensamento preto-e-branco, polarizado e tudo ou nada, é 8 ou 80): A pessoa vê uma situação em apenas duas categorias em vez de em várias alternativas. Exemplo: “Se eu não for um sucesso total, eu serei um fracasso.” A pessoa perfeccionista normalmente faz uso constante desse erro de pensamento e isso faz com que se sinta inadequado e desvalorizado quando o sucesso esperado não vem. Pensamentos dicotômicos tendem a contribuir para episódios depressivos e separações conjugais.

 

 

 
2. CATASTROFIZAÇÃO: A pessoa prevê o futuro negativamente sem considerar outros resultados mais prováveis. Exemplo: Meu filho ainda não chegou, deve ter acontecido......................  esperarei mais um pouco, pois não conseguirei dormir mesmo. Outros exemplos: Meu namorado não atende o celular, deve estar com outra. Tudo está bem entre nós, mas sei que logo começará a  me desapontar, pois  não chegou ainda.  

 

 

3. MINIMIZAÇÃO  DO  POSITIVO: A pessoa diz para si mesmo que experiências, atos ou qualidades positivos não contam. Exemplo: “Eu fiz bem aquele projeto, mas isso não significa que eu seja competente; eu apenas tive sorte.” A pessoa rejeita experiências positivas insis­tindo que elas não contam.  Desqualificar o positivo tira a alegria da vida e faz a pessoa se sentir inade­quada e não recompensada. Este é o preço que a pessoa paga  por não qualificar as coisas que acontecem em seu cotidiano.

 

 

4. ARGUMENTAÇÃO  EMOCIONAL: A pessoa  pensa que algo deve ser verdade porque  “sente” (em realidade, acredita) isso da maneira tão convincente que acaba por ignorar ou desconsiderar fatos e evidências. Exemplo: “ Eu sei que eu faço muitas coisas certas no trabalho, mas eu ainda me sinto como se eu fosse um fracasso.”

 

 

5. ROTULAÇÃO: Quando a pessoa habitua-se a colocar um rótulo global e fixo sobre si mesmo ou sobre os outros sem considerar as ocorrências. Por exemplo: "Eu sou idiota mesmo!"  "Quão burra eu sou!" "Ele é um simplório!"  "Os homens são todos iguai!"  Esses rótulos são simplesmente abstrações que levam à raiva, ansiedade, frustração e baixo amor próprio.  

 

  

6. LEITURA  MENTAL: A pessoa acha que sabe o que os outros estão pensando e não considera outras possibilidades mais prováveis. Exemplo: “Ele está pensando que eu não sei nada sobre esse projeto.”  "Ele pensa que sou uma idiota."  É possível perceber essa distorção cognitiva quando apresenta-se um trabalho acadêmico em público, pois normalmente a pessoa estará fazendo a seguinte leitura mental: "Ele está me olhando assim pois deve estar pensando que estou falando abobrinhas."   

 

7. SUPERGENERALIZAÇÃO : A pessoa tira uma conclusão negativa radical que vai muito além da situação atual. Exemplo: "Nessa escola não tenho amigos, assim como era no colégio anterior." A pessoa  vê um episódio negativo como uma rejeição amorosa e estabele um padrão de pensamento para situações similares. Outro exemplo comum: "Todos os meus namorados irão me trair." 

 

 

 

9. PERSONALIZAÇÃO: Ocorre quando a pessoa guarda para si mesmo a  inteira responsabilidade sobre um evento que não está sob seu controle. Por exemplo: "Eu não cuidei bem do meu filho, por isso ele está internado no hospital". "Meu namorado me traiu porque eu estava estressada." Esse tipo de distorção cognitiva gera muito sofrimento psicológico, pois está embasado na emoção "culpa".

 

 

 10. DITADURA  DOS  DEVERIAS: É muito comum em personalidades do tipo Obsessivo-Compulsiva, pois emprega constantemente os termos: "eu deveria", "eu tenho que". Pessoas com características perfeccionistas utilizam esse erro de pensamento diariamente gerando ansiedade constante. A pessoa também cria expectativas exageradas em relação ao comportamento dos outros, gerando afetos negativos quando estas não são preenchidas, bem como, adoecimento psicológico do tipo: estresse, ansiedade generalizada, depressão. E, também, acontecimentos indesejáveis como separação conjugal são pertinentes a esse tipo de distorção cognitiva. Bem como, conflitos entre pais e filhos, educadores e educandos, gerências e subordinados, entre outras relações interpessoais.

 

 

11. VITIMIZAÇÃO: A pessoa tende a se sentir vítima e não responsável pelas suas escolhas. Percebe-se sem sorte ao invés de perceber que "Quem faz para si faz!" e que ela mesma é o "comandante do seu navio", o "diretor da sua novela." Por exemplo, tende a culpar os outros por sua má sorte no trabalho ou no amor.